Mais de 10 mil reclamações: Comissão Especial da CPFL cobra respostas e soluções para consumidores de Sorocaba

A Comissão Especial que apura erros nas contas de energia da CPFL Piratininga ouviu nesta quinta-feira (24) o diretor-presidente da concessionária, Osvanil Pereira. O administrador detalhou as medidas tomadas para solucionar os problemas e mitigar o impacto das falhas no orçamento das famílias. Parlamentares do colegiado, no entanto, não ficaram totalmente satisfeitos com as alegações, apesar de considerarem que houve avanços.
O gestor da companhia reafirmou que as falhas aconteceram, principalmente, por “erro humano” e não em decorrência da troca dos medidores antigos por equipamentos digitais. Como solução, a CPFL reforçou o treinamento dos leituristas, aumentou as equipes e está refazendo a medição nos endereços onde houve registro de reclamações.
Outro ponto identificado como fonte das imprecisões foi o sistema de faturamento. Osvanil informou que foram instalados alertas automáticos capazes de identificar discrepâncias antes da emissão da fatura. Além disso, a fornecedora de energia está revisando as contas de luz já contestadas e fará a correção dos valores eventualmente indevidos.
Quando for identificada cobrança indevida, a diferença será descontada nas próximas faturas ou, se os valores forem muito altos, repassada de outras formas a serem combinadas com os clientes. Caso não haja erros, os consumidores poderão parcelar as contas anteriores, que estavam suspensas durante o período de contestação.
A CPFL poderá dividir em até três parcelas diretamente nas futuras ou no cartão de crédito. Outras formas de parcelamento podem ser adotadas a pedido dos clientes pelos canais de atendimento da companhia.
Ao final da reunião, os membros da comissão consideraram que houve avanços, mas ainda falta adotar providências para melhorar o atendimento e a comunicação com os clientes. A comissão enviou um ofício com 18 questionamentos à CPFL, a serem respondidos até a reunião da próxima semana.
Alguns pontos citados foram a dificuldade de contato pelo número 0800 da CPFL; a localização da agência, considerada de difícil acesso para parte dos munícipes; falta de humanização no atendimento, especialmente a idosos; equipe pequena e mal treinada na agência; falta de um ponto de atendimento na Zona Norte, a maior região da cidade; e mais clareza nas informações constantes nas faturas.
Além dos vereadores que integram a Comissão Especial, Fernando Dini (presidente da comissão), Cristiano Passos, Izídio de Brito, Silvano Júnior e Fausto Peres, estiveram presentes também a vereadora Fernanda Garcia; assessores da vereadora Tatiane Costa; representantes de outros gabinetes; o diretor-presidente da CPFL Piratininga , Osvanil Oliveira Pereira; equipe da CPFL e demais autoridades que acompanham os trabalhos da comissão.
O vereador Fernando Dini destacou que as medidas anunciadas ainda precisam ser acompanhadas na prática. “Alguns pontos ainda não me convenceram, mas agora é uma questão de tempo. Nos próximos 15, 20, 30 dias, vamos acompanhar se tudo o que foi apresentado realmente será colocado em prática”, afirmou.
Dini também reforçou a necessidade de um atendimento mais humanizado, especialmente para pessoas idosas, além de melhorias no atendimento presencial e na capacitação das equipes que atuam diretamente com os consumidores.
A Comissão Especial continuará acompanhando os desdobramentos das medidas apresentadas pela CPFL e deverá realizar uma nova reunião para avaliar os resultados e verificar quais ações foram efetivamente adotadas.


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